Síndrome da Mulher Atleta

Seja para emagrecer, buscar o corpo ideal ou alcançar melhor desempenho em competições, muitas mulheres exageram nos exercícios e não percebem os sinais dos danos causados ao seu corpo.

 

Uma Síndrome é definida por um conjunto de sintomas que se apresentam numa doença e que a caracterizam. Neste caso a Síndrome (Tríade) da Mulher Atleta se refere à coexistência de três problemas médicos: distúrbio alimentar, amenorréia (interrupção da menstruação) e osteoporose (enfraquecimento dos ossos). Esses problemas podem não se apresentar de maneira evidente, mas a presença de qualquer um deles em mulheres esportistas deve alertar o profissional da área médica (médico, nutricionista, personal trainer, etc.), a procurar sinais ou sintomas da Tríade.

Como isso acontece?
Na verdade, se forma um círculo vicioso, com os três problemas alimentando-se uns dos outros. O fato de acontecer na mulher atleta faz com que essa doença tenha uma progressão muito mais rápida do que em uma mulher sedentária e suas conseqüências são também piores por causa da maior solicitação de rendimento na atleta, afirma a Dra. Andrea Arruda, Ortopedista, Traumatologista e Médica do Esporte.

“Esse problema acontece, geralmente, em mulheres que fazem atividade física onde a aparência (beleza), o peso (patinadoras, corredoras de longa distância etc.) e as regras (esportes com categorias definidas pelo peso), aliados a uma necessidade de treinamento intensivo criam um desejo anormal de controlar a alimentação”, diz a médica.

A Síndrome (Tríade) da Mulher Atleta envolve sérios problemas de saúde. Os distúrbios alimentares podem ser fatais, a interrupção da menstruação pode comprometer a fertilidade e a osteoporose pode pré-dispor os ossos a fraturas. Além disso, existe o comprometimento do rendimento da atleta e, em alguns casos, ao abandono da carreira esportiva.

Quanto à prevenção, pode-se dizer que a única maneira de se prevenir é detectar o problema o mais rápido possível. O tratamento é longo, envolve vários profissionais, como médicos, psicólogos, nutricionistas, técnicos, além do apoio familiar, apoio dos amigos e colegas atletas, e mesmo assim, existe uma incidência alta de recidiva.

A Dra. Andrea afirma ainda que os homens atletas não sofrem com essa Síndrome, porque eles não menstruam. “Eles podem ter distúrbio alimentar e osteoporose, mas esses dois problemas são raros em se tratando de homens”, conclui a médica.

Por Vanessa Mingati Mastro

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Texto elaborado por

JORGE CORRAL

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