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Bodhidharma
Diz a lenda que, em 527 DC um
misterioso monge budista velejou de Madras, na costa leste da Índia, até a
China.
Após um mês de viagem ele
chegou às bases das montanhas Shang Cheng,
próximo a Beijiing. Dizem que ele sentou numa caverna durante 9 anos em profundo
estado de meditação, podendo até ouvir as formigas gritando. Para suportar as
longas horas de imobilidade ele aliou os conhecimentos milenares chineses com o
desenvolvimento de técnicas de respiração e exercícios de alongamento (tratado
de alongamento de nervos, tendões e ossos).
Quando o místico budista
desceu das montanhas, ele descobriu que os monges Shaolin estavam doentes e
fracos. Ele ensinou os modos secretos que desenvolviam a força interna e uma
habilidade para se defenderem na região montanhosa em que viviam. Estes
ensinamentos tornaram-se conhecidos no budismo como Budismo Chan e a
fundação da prática Zen.
No seu núcleo estava a idéia
do WU-TAI, ou Virtude Marcial. Isto representava a crença na disciplina
com força, humildade e respeito por toda a vida. Seguindo isto, os monges
iniciaram os primeiros passos dos exercícios das Artes Marciais, praticando
continuamente. Na combinação de corpo, mente e espírito, permanece o
segredo da verdadeira Arte Marcial.
Hoje os monges preservam o
conhecimento levado até eles pelo pai das Artes Marciais, Bodhidharma.
Pensamentos
de Monges Shaolin:
"O Budismo ensina a
paciência. Se for paciente, todos os problemas são superados."
"As grandes religiões do
mundo ensinam que as pessoas tem que ser boas umas com as outras."
"A harmonia das forças
em oposição é o grande paradoxo integrante das artes marciais.
Movimentos pacíficos e habilidades mortais são usados simultaneamente."
"As Artes Marciais o
mantém em forma e a meditação nos livra da maldade. É por isso que os monges
comem vegetais e meditam, para se aprimorar internamente."
"O mundo em torno de nós
e nossos corpos são um. Nossa pele e os ossos são como a terra; nossa
respiração é como o vento; o calor do corpo é o fogo; nossos fluídos são a
água. Um dependendo do outro."
"Um sábio caminha de
cabeça baixa, humilde, como a poeira."
J.CORRAL
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